Fases do tratamento

O tratamento realiza-se de forma sincronizada e faremos coincidir as menstruações tanto da mulher que dá os óvulos como da que recebe os embriões. Normalmente recorrendo à toma de anticoncetivos.

Começa ao 2º-3º dia da menstruação. Para a mulher que dá os óvulos, a preparação consiste numa estimulação ovárica para a produção de óvulos maduros. Ao mesmo tempo, a parceira prepara o seu endométrio para a receção dos embriões. Em ambos os casos fazemos 2 ou 3 ecografias durante os 12 a 14 dias que dura o procedimento.

A punção ovárica realiza-se por via vaginal com uma pequena sedação. O líquido aspirado é processado em laboratório para a obtenção de óvulos. Nesse mesmo dia, a mulher recetora dos embriões começa com um tratamento de progesterona.

A fecundação realiza-se sempre com microinjeção espermática (ICSI) que consiste na introdução dos espermatozoides doados dentro dos óvulos com a ajuda de uma micro-agulha. Após a mesma, os embriões permanecem no laboratório uns dias até que os embriologistas determinem qual é o melhor momento para serem transferidos. Em alguns casos, a fim de melhorar os resultados podem utilizar-se técnicas especiais de laboratório.

Consiste em colocar os embriões no útero mediante uma cânula muito fina introduzida através do colo do útero. Não é dolorosa e realiza-se normalmente três dias depois da punção ovárica. A Lei limita a três o número máximo de embriões que se podem transferir.

No dia da transferência recomendamos repouso relativo e no dia seguinte uma atividade moderada para posteriormente voltar a fazer a sua vida normal. Deve evitar esforços violentos e desportos de competição durante as duas semanas seguintes. Normalmente é prescrito um tratamento com progesterona que se inicia no dia da punção e aconselha-se também a toma de ácido fólico.

12 dias após a transferência embrionária, realiza-se uma análise de sangue chamada BhCG (beta) para determinar a gravidez. Nunca suspenda a medicação sem indicação do seu médico independentemente do resultado.

A partir do 15º dia após a análise BhCG, realiza-se a primeira ecografia para ver o tipo de gravidez (simples ou múltipla) e averiguar a presença de batimento cardíaco.

Dadores de esperma
A doação de esperma tem caráter voluntário, anónimo e altruísta, pelo que não é permitido à recetora conhecer ou escolher o seu dador (de acordo com a legislação portuguesa).
A informação que se pode dar sobre o dador é geral (nunca podemos facultar a sua identidade).
Os dadores são maiores de idade. Todos realizaram uma série de exames acerca das suas características físicas, imunológicas, genéticas, hereditárias, doenças infeciosas e transmissíveis.
A responsabilidade da eleição do dador recairá sobre a equipa médica que é quem deve fazer com que se adapte o melhor possível às características de cada caso concreto.
Atualmente em Portugal o número máximo de nascimentos a partir de um dador é de oito.
Vitrificação de embriões
Os embriões viáveis que não tenham sido transferidos têm que ser vitrificados.
A vitrificação consiste na congelação dos embriões de forma instantânea o que evita a formação de cristais de gelo, desaparecendo praticamente o risco de danificar as estruturas celulares na descongelação dos mesmos.
A sobrevivência dos embriões após a descongelação é praticamente de 100% graças às avançadas técnicas de vitrificação utilizadas na Malo Clinic-Ginemed.
Com a vitrificação estamos a obter taxas de gravidez muito parecidas às obtidas com embriões a fresco.

Resultados
As taxas de gravidez situam-se em volta dos 50%, constatada com presença de batimento cardíaco. Em qualquer caso, dependem principalmente da idade da mulher que dá os óvulos e das possíveis causas adicionais que tenham determinado a indicação do tratamento. Os resultados também variam de acordo com o número de embriões transferidos.

